Antes de pensar apenas no valor da sala, nos custos da operação ou no investimento inicial, é importante olhar para um ponto que muitas vezes passa despercebido: os custos fixos continuam existindo mesmo quando não há pacientes agendados.
Aluguel, condomínio, impostos, limpeza, mão de obra e outras despesas fazem parte da estrutura de um consultório e precisam ser pagos todos os meses, independentemente da quantidade de atendimentos realizados.
Imagine, por exemplo, uma estrutura que represente R$ 10 mil em despesas mensais.
Se o profissional realizar 70 atendimentos no mês, essa estrutura representa, em média, R$ 143 por atendimento. Se realizar apenas 35 atendimentos, o custo passa a representar R$ 286 por atendimento.
O custo fixo não mudou. O que mudou foi a quantidade de vezes que a estrutura foi utilizada.
E existe um cenário ainda mais importante para analisar: e quando não há atendimentos?
Se o profissional não realizar nenhum atendimento naquele mês, os R$ 10 mil em despesas não desaparecem. Aluguel, condomínio, impostos e demais custos continuam existindo.
Ou seja, a estrutura precisa ser paga mesmo quando não está gerando receita diretamente. E é justamente aí que o custo fixo pode se tornar um peso maior para o profissional.
Quando a agenda está cheia, os custos da estrutura são distribuídos entre um número maior de atendimentos.
Quando a agenda está vazia, os mesmos custos precisam ser absorvidos por uma quantidade menor ou, em um cenário extremo, por nenhum atendimento.
Por isso, não basta perguntar: “Quanto custa meu consultório por mês?”
Também é importante perguntar: “Quanto da estrutura que estou pagando eu realmente utilizo?”
Cada horário disponível na agenda representa uma possibilidade de atendimento. Quando esse horário não é ocupado, o profissional deixa de gerar receita, mas parte dos custos da estrutura continua existindo.
É justamente por isso que existe uma diferença importante entre ter uma estrutura disponível e efetivamente utilizá-la.
E quando a agenda começa a crescer?
Se, por um lado, uma agenda com poucos atendimentos pode tornar os custos fixos mais pesados, por outro, o crescimento da agenda também traz novos desafios.
Quanto mais pacientes, maior pode ser a necessidade de disponibilidade de horários, organização da agenda, facilidade de agendamento, estrutura adequada, conforto para o paciente e eficiência na operação.
E isso levanta uma questão importante: mais pacientes significam necessariamente uma operação mais simples? Nem sempre.
À medida que a agenda cresce, o profissional pode acabar assumindo uma quantidade cada vez maior de tarefas relacionadas à gestão do próprio consultório.
O que começou como uma estrutura para atender pacientes pode se transformar em uma operação que exige tempo, organização e acompanhamento constante.
É nesse contexto que diferentes modelos de estrutura podem fazer sentido.
Qual modelo de consultório faz sentido para cada momento?
Não existe um único modelo que funcione para todos os profissionais.
A escolha depende da quantidade de atendimentos, da previsibilidade da agenda, da frequência de utilização e também do quanto o profissional deseja se envolver com a gestão da estrutura.
- Manter um consultório próprio
Pode fazer sentido quando existe uma demanda previsível e uma utilização frequente do espaço.
Nesse cenário, o profissional pode diluir melhor os custos fixos ao longo dos atendimentos e ter maior controle sobre a estrutura.
Por outro lado, também assume a responsabilidade pela gestão da operação, seja diretamente ou por meio de alguém de confiança. - Utilizar uma estrutura conforme a necessidade
Para quem ainda possui uma agenda irregular ou prefere não assumir todos os custos e responsabilidades de um consultório próprio, utilizar uma estrutura conforme a necessidade pode ser uma alternativa.
Nesse modelo, a lógica muda.
Em vez de pensar apenas em “ter uma sala”, o profissional passa a pensar em “ter acesso a uma estrutura quando realmente precisa dela.”
Uma estrutura compartilhada pode permitir que o profissional utilize os consultórios de acordo com sua necessidade e com o plano contratado, relacionando melhor o custo da estrutura à frequência real de atendimento.
Esse formato pode reunir estrutura pronta, flexibilidade de agenda e diferentes possibilidades de utilização, sem exigir que o profissional monte e mantenha sozinho um consultório completo.
Antes de escolher uma estrutura, olhe para três números
Mais do que descobrir simplesmente “quanto custa um consultório”, vale entender a relação entre custo, tempo e utilização.
Pergunte:
- Quantas horas por mês eu realmente utilizo uma sala?
- Quanto custa manter uma estrutura disponível durante as horas em que não estou atendendo?
- Quanto tempo da minha rotina estou gastando para administrar a estrutura, em vez de atender meus pacientes?
Essas respostas ajudam a entender qual modelo faz mais sentido para o momento profissional em que você está.
Porque uma boa estrutura não precisa apenas estar disponível.
Ela precisa acompanhar a sua agenda, facilitar a sua operação e permitir que você concentre seu tempo naquilo que realmente gera valor: o atendimento aos seus pacientes.
Uma estrutura que acompanha a sua agenda
No Saúde Coworking, você conta com uma estrutura completa e flexível, podendo utilizar os consultórios de acordo com sua necessidade e escolher um plano que acompanhe o momento da sua agenda.
Assim, conforme sua rotina muda, a estrutura pode crescer junto com você, sem que o crescimento da sua agenda precise se transformar em mais uma operação para administrar.